A situação do Brasil na F-1

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No último final de semana, foi realizado o GP Brasil de F-1 no tradicional circuito de Interlagos na cidade de São Paulo. Para todos os amantes desse esporte, sabemos que tudo acontece muito rapidamente, em questão de segundos ou milésimos de segundos não é mesmo?

Porém este ano um fato curioso chamou a atenção durante toda a cobertura da F-1 no Brasil, ou seja, toda a mídia internacional estava bastante insatisfeita com os serviços de Internet prestado pelas operadoras em nosso país.

Em um mundo onde ganhar tempo, dinheiro e estar sempre na frente de todos faz toda a diferença, o recurso mais imprescindível para publicação de fatos e acontecimentos em todo o mundo (Internet) caminhava a passos de tartaruga, deixando todos os profissionais que trabalharam durante o GP Brasil deste ano indignados e, não tiro em nenhum momento a razão deles.

O motivo pelo qual dou total razão a esses críticos é que, para um país como o Brasil onde vai sediar o ano que vem o maior evento esportivo do mundo (Copa do Mundo de Futebol), nossa Internet está longe de ser satisfatória e, além disso as operadoras cobram um preço elevado para oferecer um serviço péssimo, sim péssimo para não usar outros adjetivos.

Voltando a F-1, não bato somente na questão de melhorias do serviço de Internet e sim de toda a infraestrutura para receber uma etapa da F-1 em nosso país de maneiras mais adequadas. Isso quer dizer: investimentos em melhorias em todo o autódromo (paddock, circuito, escoamento de água, espaço exclusivo para os profissionais que trabalham no final de semana da corrida, melhores arquibancadas, preços mais acessíveis e etc).

Se o Brasil quer se tornar referência para a F-1 e atrair novos investidores para a categoria, precisa entender que o investimento em tudo o que citei acima é mais do que necessário para que não se corra o risco de ficarmos de fora do calendário da categoria máxima do automobilismo mundial.

Com certeza é muito vergonhoso para nós brasileiros que já tivemos tantas glórias nesse esporte (8 títulos mundiais) com Emerson, Piquet e Senna, termos que ver na TV um mecânico da equipe Red Bull com uma furadeira nas mãos criando um “caminho alternativo” para o escoamento da água nos boxes, para que não ocorresse o acúmulo de água justamente onde o carro de F-1 iria passar ao sair dos boxes.

Basta somente nos lembrarmos da estrutura que outros países que recebem a F-1 tem hoje e investem ano após ano para que continuem fazendo parte do calendário da categoria. Hoje muito se fala em redução de custos, sim não discordo disso, porém muitas vezes os recursos disponíveis não são investidos onde realmente se fazem necessários e quando se tenta correr atrás do prejuízo já é tarde demais.

Fica o recado a todas as autoridades responsáveis para que a F-1 continue prestigiando o nosso país.

Grande abraço.

Alexandre Costa.

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